Conservação e Cadeia de Frio
Diretrizes para temperatura entre +2°C e +8°C, uso de gelox e equipamentos.
A temperatura deve ser mantida estritamente nesta faixa, tanto na Câmara de Vacina quanto na Caixa de Uso Diário. Em caso de variação: notifique imediatamente o enfermeiro RT e o da Vigilância Epidemiológica, coloque os imunobiológicos em quarentena (entre +2°C e +8°C) e envie o mapa diário de temperatura.
5.1 Cadeia de Frio
- Temperatura Controlada: Rigorosamente entre +2°C e +8°C (Câmara de Vacina e Caixa de uso Diário).
- Registro de Temperatura: Três vezes ao dia (no início, meio e fim do expediente).
- Termômetro Externo Obrigatório (Cabo Extensor): Deve estar com o bulbo posicionado exatamente no centro da terceira prateleira. Realizar testes semanais para verificar o funcionamento do sensor.
- Manutenção de Acessórios: Solicitar pilhas e novos termômetros com antecedência quando necessário.
- Caixa de Uso Diário: Destinada às vacinações programadas para o dia, contendo a quantidade necessária de imunobiológicos para o expediente, com o intuito de evitar aberturas frequentes da Câmara de Vacina.
- Mapas de Controle: Uso obrigatório do Mapa de Controle de Temperatura para o termômetro interno (display da câmara) e para o termômetro externo (cabo extensor).
- Uso de Gelox: Manter as placas de gelox (bobinas de gelo gel) nas laterais das prateleiras da câmara de vacinação para ajudar a estabilizar a temperatura.
- Manutenção do Gelox da Câmara: Realizar a troca de gelox da câmara todas as sextas-feiras ou na véspera de feriados.
- Em Caso de Variação de Temperatura:
- Notificar imediatamente o enfermeiro responsável técnico da unidade e o enfermeiro responsável da Vigilância Epidemiológica.
- Realizar a notificação de alteração de temperatura e encaminhá-la junto com o mapa correspondente do registro diário à Vigilância Epidemiológica.
- Segregar e acondicionar os imunobiológicos na temperatura preconizada de 2°C a 8°C (regime de quarentena), aguardando orientação da Vigilância Epidemiológica.
5.2 Transporte
- Caixa Térmica: Utilização obrigatória de caixa térmica higienizada com gelox e termômetro integrado. O bulbo do termômetro deve ser posicionado entre as vacinas, sem encostar nas placas de gelox.
- Monitoramento Contínuo: Acompanhamento em tempo real e ininterrupto da temperatura durante todo o trajeto do transporte utilizando o Mapa de Controle de temperatura.
Checklist Diário da Cadeia de Frio
Verifique e marque as tarefas obrigatórias concluídas no dia de hoje. O seu progresso será salvo automaticamente.
Fluxo de Atendimento
Recepção, avaliação de caderneta, orientações e registro em sistema.
1. Recepção e identificação do usuário
Acolhimento inicial do paciente com identificação obrigatória através de apresentação de documento oficial com foto e cartão do SUS.
2. Avaliação do cartão de vacinação e espelho
Análise detalhada do cartão físico e do espelho de vacinas. Realizar o registro obrigatório no sistema de informação correspondente (PEC/e-SUS e Vacivida no caso da COVID-19) no dia da aplicação da vacina, além do preenchimento do Mapa de doses aplicadas.
3. Avaliação de contraindicações e orientações pré-vacina
Entrevista de triagem com o usuário para identificar alergias, comorbidades, reações vacinais prévias ou outras contraindicações clínicas. Fornecer explicações sobre a vacina a ser administrada.
4. Administração da vacina
Preparo e aplicação da vacina utilizando rigorosamente as técnicas assépticas, via de administração correta (intramuscular, subcutânea, intradérmica ou oral) e insumos adequados.
5. Orientações pós-vacina e agendamento
Orientar o usuário sobre possíveis reações adversas locais e sistêmicas, realizar a atualização da caderneta física/espelho e agendar o retorno para as próximas doses requeridas.
6. Observação clínica
Manter o paciente em observação por 15 minutos na unidade de saúde após a administração do imunobiológico, quando aplicável (particularmente relevante para vacinas novas ou sob vigilância).
7. Renovação de carteirinha
Em caso de necessidade de renovação de caderneta de vacina (perda ou limite de espaço), fazê-la por escrito no espelho contendo obrigatoriamente a data, assinatura/nome do profissional aplicador e o número do lote da vacina.
8. Organização dos espelhos físicos
Organizar os espelhos físicos de vacina arquivados na unidade em ordem estritamente alfabética, agrupando por mês de retorno do paciente e ano de nascimento.
9. Arquivamento definitivo
Manter os espelhos físicos organizados em um arquivo separado até que o paciente complete o esquema vacinal correspondente a 1 ano e 3 meses de idade. Decorrido este período, o espelho deve ser transferido para o arquivo permanente do respectivo ano de nascimento do usuário, mantendo-se sempre a ordenação alfabética.
Administração e Imunobiológicos
Vias de administração, preparo seguro, higienização e dupla checagem.
Selecione o grupo e a faixa etária para consultar as diretrizes vacinais de 2026. Certifique-se de realizar a conferência de lote e validade antes da administração.
Biossegurança e Controle
Descarte de perfurocortantes, limpeza terminal/diária e controle de estoque.
Limpeza Diária
Checklist obrigatório para a manutenção diária da sala de vacina. Marque as atividades realizadas.
Limpeza Periódica
Alertas de aprazamento obrigatórios para higienização periódica.
Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV)
Diretrizes obrigatórias de manejo clínico e notificação compulsória.
- Manejo Clínico Inicial: Em caso de reação anafilática imediata, manter a via aérea pérvia, administrar adrenalina 1:1000 por via intramuscular no deltoide/vasto lateral conforme protocolo de peso/idade, e acionar serviço de urgência (SAMU).
- Notificação Obrigatória: Preencher e enviar a ficha de notificação de EAPV no sistema oficial (e-SUS Notifica) em até 24 horas para reações graves, e em até 7 dias para reações não graves.
- Investigação Epidemiológica: Rastrear o número do lote, fabricante, validade e doses aplicadas do mesmo frasco em outros usuários. Manter comunicação com a Vigilância Epidemiológica Municipal.
- Orientação ao Usuário/Responsável: Alertar sobre possíveis reações leves (dor local, febre baixa, sonolência) e orientar retorno imediato se houver convulsões, febre alta persistente ou choro inconsolável.
Links Rápidos
Acervo digital da FSPSS: Manuais, Impressos e Fichas Epidemiológicas.